Programa de ação 2016-2019

Princípios e linhas de força

Caros/as associados/as da Associação de Famílias Solidárias com a Deficiência (A.F.S.D.): esta equipa está disponível para consolidar o Sonho Cavalo Azul!

A equipa é constituída por associados/as que voluntariamente se dispõem a conceder um pouco do seu tempo à realização da missão da Cavalo Azul (A.F.S.D.).

Esta equipa realizou e realiza um franco debate de ideias, do qual resultaram os seus princípios e as suas linhas de força, que vem apresentar a sufrágio.

Queremos merecer a confiança dos associados/as e representá-los com toda a dignidade.

Assembleia Geral

Associado/a
Presidente Gualter José Silvano Simões

Associado nº 66

1º Secretário Manuel Ribeiro de Miranda

Associado nº 51

2º Secretário Carlos Alberto Jesus Cebola

Associado n.º 147

 

Conselho Fiscal

Associado/a
Presidente Isabel Maria Espírito Santo Vilão

Associado nº 65

1º Vogal Jorge Filipe de Gouveia Monteiro

Associado nº 55

2º Vogal António Lopes Campos

Associado nº 157

Suplente Olinda Fernandes Lousã

Associado nº 58

Suplente Rui Manuel Pinto Almeida

Associado nº 125

 

Direção

Associado/a
Presidente Sérgio Paulo da Conceição Vicente

Associado nº 140

Vice-Presidente Ana Paula Santos Garcia Moreira

Associada nº 126

Secretário João de Deus Veloso Correia Lourenço

Associado nº 161

Tesoureiro Jorge Edgar Pinto Rebelo

Associado nº 56

Vogal Elisa Maria Murta Santos Almeida

Associada nº 25

Vogal Carlos Alberto Sousa Ferreira

Associado nº 32

Vogal Anabela Correia Martins

Associada nº 144

1º Suplente Manuel Cabral de Deus Amaral

Associado nº159

2º Suplente Daniela Filipa Lucas Silva

Associada nº 119

3º Suplente Lucília Maria Vaz de Castro da Veiga

Associado nº 5

4º Suplente Maria Prazeres Quintas Ferreira

Associada nº 1

 

Introdução

A deficiência intelectual é uma condição que deve mobilizar a intervenção do Estado e da sociedade civil, para a estimulação precoce e o desenvolvimento do seu máximo potencial, a adaptação a um contexto e ambiente, o apoio nas atividades que por si só não conseguem realizar. A associação Cavalo Azul foi criada motivada por um conjunto de pais e amigos de pessoas com deficiencia intelectual ou incapacidade, para lhe dar uma nova “casa” e lhes prestar serviços de qualidade, específicos, de acordo com as suas necessidades e individualidade, com a melhor utilização dos recursos disponíveis, com garantia de qualidade, e abrangendo um número máximo de utentes, familias e amigos.

A “casa” está a funcionar. É necessário introduzir melhoria contínua de garantia da qualidade e assegurar a sua sustentabilidade.

O nosso público tem necessidades humanas específicas, sendo importante identificá-las e ir ao seu encontro. A deficiencia intelectual é uma perturbação do funcionamento intelectual que se manifesta durante o período de desenvolvimento, antes dos 18 anos. Caracteriza-se por um nível de funcionamento intelectual (avaliado através de testes de inteligência estandardizados) significativamente abaixo da média, e por limitações significativas das competências de vida diária (comportamentos adaptativos) (INE, 2015).

As pessoas que necessitam dos cuidados pessoais e humanos, não são assim tão poucas em Portugal.

A deficiência mental representa cerca de 11,2% do total da população residente com deficiência segundo os Censos: total e por tipo de deficiência (2001), são 70 994 de 636 059 pessoas com deficiência mental (Pordata). A distribuição por NUT II é a seguinte: norte 39,1%; Centro 24,8%; Área Metropolitana de Lisboa 20,1%; Alentejo 6,7%; Algarve 3,4%; Região Autónoma dos Açores 2,5%; Região Autónoma da Madeira 3,5%. A região de Coimbra tem 3767 pessoas residentes com deficiência, o que representa 5,3 do total nacional.

 

Territórios | Âmbito Geográfico Tipo de deficiência intelectual
%
Região de Coimbra  3 767
Arganil  114 3,0%
Cantanhede  309 8,2%
Coimbra  904 24,0%
Condeixa-a-Nova  343 9,1%
Figueira da Foz  374 9,9%
Góis  58 1,5%
Lousã  115 3,1%
Mealhada  125 3,3%
Mira  98 2,6%
Miranda do Corvo  69 1,8%
Montemor-o-Velho  185 4,9%
Mortágua  99 2,6%
Oliveira do Hospital  190 5,0%
Pampilhosa da Serra  60 1,6%
Penacova  254 6,7%
Penela  67 1,8%
Soure  227 6,0%
Tábua  111 2,9%
Vila Nova de Poiares  65 1,7%

População residente com deficiência segundo os Censos: total e por tipo de deficiência (1960-2001)
Fontes de Dados: INE – X e XIV Recenseamentos Gerais da População
Fonte: PORDATA
Última actualização: 2015-06-26

Existe procura pelas respostas sociais de Lar Residencial (LRE) e de Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e a nossa associação é parte da oferta para dar resosta a essa procura.

A idade adulta é um estádio que traz algumas preocupações acrescidas, nomedamente a saída da escola onde inicialmente são inseridos e através da qual são mobilizados os recursos da comunidade para a resposta ao seu desenvolvimento multidimensional. A casa é o apoio aos utentes, mas pode ser o suporte à sua integração em atividades socialmente úteis.

A abertura do equipamento social Cavalo Azul contribuiu para o aumentar a variedade e a escolha no distrito de Coimbra nas respostas sociais de Lar Residencial (LRE) e Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), as quais tiveram um crescimento nacional de 89% do número de vagas, entre os anos 2000 e 2013. Em 2013, Coimbra era dos distritos com mais respostas sociais para pessoas adultas com deficiencia, com mais de 50 respostas. No entanto, a taxa de cobertura das respostas sociais é superior a cerca de 4,3%, o que revela que mesmo criando novos centros ainda continuam a existir necessidades por satisfazer. A taxa de utilização foi de entre de 80,1% a 90%, sendo a de LRE mais elevada de cerca de 91%.

Do total de utentes que frequentavam a resposta CAO em 2013, verifica-se que 52 % tinha até 34 anos de idade, dos quais cerca de 18 % tinha até 24 anos. Por outro lado, o escalão dos 35-49 anos é o que tem maior peso (39 %), o que revela a frequência expressiva desta resposta pelos utentes durante a idade adulta. Existe um maior peso de utentes do género masculino em CAO.

Quanto ao Lar Residencial, o escalão dos 35-49 anos constitui-se, também, como o mais representativo (40 %) e se somados os utentes entre os 50 e os 59 anos e os utentes com idade igual ou superior a 60 anos, é notória a prevalência de uma população mais envelhecida, por comparação à resposta CAO.

O envelope de financiamento pelo Estado é de cerca 1200 milhões de euros em 2013, e para as respostas sociais dirigidas às pessoas com deficiencia o peso é de 12% do total do financiamento público para equipamentos sociais, tem crescido cerca de 58% de 2000 para 2013, mas estabilizou desde 2010, sendo mais expressiva para as respostas dirigidas às Pessoas com Deficiência (107%). Cerca de 84 % das despesas de funcionamento da RSES em 2013 respeitaram a respostas do âmbito do apoio às Crianças e Jovens e às Pessoas Idosas.

O valor da comparticipação financeira da Segurança Social relativamente às respostas sociais abrangidas pelo Protocolo de Cooperação foi alvo de uma atualização em 2013 de 0,9 %, comparativamente a 2012. À semelhança dos anos anteriores, o Lar Residencial e o Lar de Apoio, respostas dirigidas a Pessoas com Deficiência, foram as valências com maior valor de comparticipação por utente.

No distrito de Coimbra, de acordo com a carta social, em LRE existem 16 equipamentos, com capacidade para 385 utentes e com um total de utentes de 358. Em CAO existem 23 equipamentos, com capacidade para 1218 utentes e com um total de utentes de 1057.

 

A.  A razão desta equipa

Porque acreditamos na necessidadade de, verdadeiramente, serem dadas respostas de apoio a cidadãos com necessidades específicas e suas família, para os desenvolver e integrar ou para, quando as suas famílias já não o conseguem por si,  sermos a sua família alargada.

Prosseguimos a seguinte missão e visão, e defendemos os valores que se enunciam.

 

Missão

Integrar as pessoas com deficiência mental, e suas famílias, que tenham necessidade de um suporte institucional através das respostas sociais de Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e Lar Residencial (LRE), onde tenham voz, cuidados pessoais e afeto.

 

Visão

Ser uma resposta social à qual as famílias possam entregar os seus filhos ou familiares com confiança.

 

Valores

 

Afetividade

Construir relações que liguem as pessoas ao seu meio e ao seu grupo social, permitindo a estabilidade emocional, a construção e desenvolvimento de projetos de vida.

 

Dignidade

Como valor universal, inalienável e inviolável que permite a realização e o bem-estar (físico e emocional) exigidos pela situação de vulnerabilidade em que a pessoa com deficiência se encontra.

 

Ética

Compromisso e garantia de amizade, de respeito pelas pessoas, de lealdade e de cooperação.

 

Inclusão

Processo para a construção de um novo tipo de sociedade, através de transformações nos ambientes físicos e na mentalidade, para que as pessoas com deficiência passem a ser vistas pelo seu potencial humano, pelas suas capacidades, habilidades e aptidões;

 

Respeito pela diferença

Aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana, como seres com direito à cidadania plena.

 

Responsabilidade social

Cumprimento dos deveres e obrigações dos indivíduos e organizações para com a sociedade em geral e pelos utentes/clientes.

 

Rigor e transparência

Na tomada de decisões baseadas na clara definição de princípios, de funções, níveis de competência e de responsabilidade, e sempre no pleno respeito pelas pessoas com deficiência, famílias, parceiros e comunidade em geral.

 

 

B.   As linhas de força da equipa

 

São sete os resultados que se pretendem alcançar, os quais constituem as linhas de força da nossa equipa, e que constituirão o fundamento da nossa atuação:

 

  1. Estabelecer redes e parcerias a nível concelhio, regional e nacional
  2. Proximidade dos utentes aos seus familiares e amigos
  3. Garantir qualidade dos serviços e das equipas
  4. Elevar o valor do voluntariado
  5. Assegurar a sustentabilidade da atividade e financeira
  6. Direção participada
  7. Gestão profissionalizada

 

  1. Estabelecer redes e parcerias

 

  • Proceder à reengenharia do sítio da Internet;
  • Comunicação com os financiadores e entidades parceiras;
  • Criar uma rede de amigos potenciais filantropos;
  • Integrar a rede social do município de Coimbra e comissão social de freguesia
  • Comunicação com os públicos da associação sobre as atividades realizadas e resultados, através do envio de uma newsletter.
  • Comunicação regular das atividades da associação nos media.
  • Promover visitas da comunidade para conhecer de perto o trabalho.
  • Integrar eventos organizados pela comunidade.

 

  1. Assegurar a proximidade dos utentes aos seus familiares e amigos

 

  • Promover a participação ativa nos programas e projetos individuais;
  • Instituir um sistema de sugestão de melhorias.
  • Instalação de uma casa modular nos terrenos adjacentes ao centro Cavalo Azul para acolher os familiares e/ou cuidadores.
  • Disponibilizar um sistema de videoconferência para comunicação entre os utentes e os familiares e amigos.
  • Instituir normas de permanência e de utilização dos espaços do centro Cavalo Azul pelos pais, familiares e amigos dos utentes.

 

  1. Garantir a qualidade dos serviços e das equipas

 

  • Informatização da informação relativa aos utentes.
  • Exploração do sistema de informação por todos os intervenientes da associação.
  • Implementação do sistema de garantia da qualidade dos serviços prestados nas respostas sociais de Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e de Lar Residencial (LRE).
  • Promover a existência de pessoas de referência para os utentes, entre os trabalhadores, a especialização destes de acordo com os seus conhecimentos e competências, sem descurar a diversificação trabalhador/utente.
  • Comunicar a oferta de serviços e os projetos de desenvolvimento.
  • Participação dos trabalhadores em formação.
  • Gestão do desempenho por objetivos.
  • Adquirir ajudas técnicas específicas para apoio à prestação de cuidados pessoais aos utentes e equipamentos necessários à realização das atividades.

 

  1. Elevar o valor do voluntariado

 

  • Instituir uma estrutura de voluntariado formal com a definição das regras, das atividades e dos tempos dedicados;
  • Incentivo à prática de voluntariado formal e celebrar um compromisso com os voluntários.
  • Participações dos voluntários em formação.
  • Incentivar os trabalhadores à participação voluntária em eventos e campanhas dirigidas à angariação de fundos.
  1. Assegurar a sustentabilidade da atividade e financeira

 

  • Gerir o acordo de financiamento, como principal origem do financiamento.
  • Implementar uma política de minimização das comparticipações familiares.
  • Desenvolver campanhas de captação de financiamento: IRS solidário; subvenção a utentes; participar em eventos voltados para a angariação de fundos;
  • Desenvolver as contribuições em espécie.
  • Implementar uma rede de donativos voluntários;
  • Rentabilização da capacidade instalada;
  • Promover a utilização temporária das vagas de CAO e LRE não financiadas no âmbito do acordo de financiamento;
  • Procura ativa de oportunidades de financiamento de projetos sociais.
  • Elaboração de uma carteira de projetos sociais a desenvolver e a candidatar a financiamento, designadamente a criação de uma empresa de atividades socialmente úteis.
  • Implementar o cartão de sócio e mediação de benefícios para os associados/as.
  • Assegurar a cobrança das quotas dos associados/as.

 

  1. Direção participada

 

  • Distribuição de áreas de responsabilidade entre os membros da direção da associação.
  • Prestação de contas à assembleia geral.
  • Realizar reuniões abertas aos/às associados/as e a pais e amigos dos utentes.

 

  1. Gestão profissionalizada

 

  • Implementação de um sistema de informação de suporte aos processos das atividades de apoio da associação.
  • Contratação de colaborador/a com formação em gestão, para uma gestão profissionalizada da associação.
  • Implementação de um sistema de contabilidade analítica baseado nas atividades para o suporte à tomada de decisões, o cálculo do custo médio por utente e por resposta social e a subvenção cruzada entre atividades.
  • Implementar um tableau de bord de monitorização das atividades e da situação económico-financeira.